São Pαulo Apóstolo fαlα dα Bíbliα como α nossα poderosα pedαgogiα:
“Orα tudo o que se escreveu no pαssado é pαrα nosso ensinαmento que foi escrito, α fim de que, pelα perseverançα e pelα consolαção que nos
proporcionαm αs Escriturαs, tenhαmos α esperançα”
(Rm 15,4).
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

TP 5 Estilo, coerência e coesão

Adorei o Avançando na Prática da Seção 3 da Unidade 19! Não pensei duas vezes ao decidir que começaria o meu ano letivo de 2010 com essa atividade.
Como professora, preciso diagnosticar minha clientela antes de trabalhar. Encontrei nessa atividade, uma brincadeira, um trabalho de produção, avaliação de ortografia e a nossas inseparáveis coerência e coesão.
Levei até a sala de aula essa "brincadeira" com o nome
de Texto Maluco, o que atiçou a curiosidade do alunado. De posse de 5 saquinhos de tecido coloridos, distribui a cada aluno uma folha em branco e coloquei no quadro as 5 perguntas.

1)O que aconteceu?
2)Onde aconteceu?
3)Quando aconteceu?
4)Quem foram os envolvidos?
5)Qual foi o desfecho da história?

Com todos aqueles olhos curiosos para mim, expliquei o que se passava e como iriam realizar a "brincadeira".
Depois de respondidas as perguntas, as respostas foram recortadas e colocadas em cada saquinho de acordo sua numeração, resposta 1
no saquinho 1, resposta 2 no saquinho 2 e assim por diante.
A construção do texto maluco resultou em muitas obras supercriativas, outras muito bem escritas, muitos problemas ortográficos, falta de coesão total... tive muito trabalho para ajudar cada um a refazer o texto.
Abaixo, alguns textos.
(os erros ortográficos estão inclusos, optei por não colocar os nomes dos autores)



"O cachorro atropelado

O cachorro moreu atropelado na pista por causa que ele estava atravesando, aí veio um caminhão e atrupelou ele.
Ele teve sorte por que ele só desmaiou e ele viu toda a familha ao redor dele e ficou feliz.
Ontem quando ele estava desmaiado quando abriu os olhos olhou pra todo mundo e viu a cara de pena."

"O menino

Era uma vez um menino muito obediente, ele gosta muito de correr, ele caiu no buraco e se machucou.
Ele foi para o hospital e o médico cuidou dele muito bem.
Foi no dia primeiro de janeiro que ele foi pra sua casa, mesmo depois o médico foi até lá dar uma olhadia no menino."
"O rato e teia de aranha

Em um belo dia eu e o meu rato estava brincando na rua de pique pega e veio o carro e a moto atrás do carro e desviou e a moto não pasou por sima do meu rato.
No mesmo dia o rato foi enterrado no quintão da minha casa.
A contese que eu estava tirando a teia de aranha e o gato saiu correndo e a conteseu essa tragédia"

TP 4 Leitura e processos de escrita

Trabalho com alunos do 6° ano e percebo muita dificuldade na construção estrutural dos textos.
Encontrei na Seção 2 da Unidade 12 uma proposta de atividade ótima para esses casos.
Saber que a paragrafação é imprescindível à organização do texto é a idéia principal desse Avançando na Prática (página 131).
Com piadas curtinhas com seus parágrafos desordenados, os alunos tinham que ordená-los e criar um texto coerente.

"-Você conhece a piada do sujeito com medo de um gato? Ordene os parágrafos do texto a seguir e descubra!

- Por favor! É uma tragédia!

O policial fala:

Um certo dia, uma voz desesperada chama policiais pelo telefone:

- É o papagaio.

- Socorro! Venham rápido! Um gato entrou em minha casa!

-Mas qu
em está falando?

- Um gato? Não fique apavorado, não é preciso temer um gato."

Ordenada, a piada fica assim:

Um certo dia, uma voz desesperada chama policiais pelo telefone:
- Socorro! Venham rápido! Um gato entrou em minha casa!
O policial fala:
- Um gato? Não fique apavorado, não é preciso temer um gato.
- Por favor! É uma tragédia!
-Mas quem está falando?
- É o papagaio.

TP 4 Leitura e processos de escrita



"Em sala de aula, a prática da escrita deve preparar os alunos para se comunicarem adequadamente nas diferentes funções de trabalho que venha a ocupar, na continuidade dos estudos, no lazer, nas resoluções de problemas do cotidiano, na religião, etc."
TP 4 - Unidade 12, Seção 1
Leitura e escrita: dois suportes para a vivência na sociedade. No trabalho, nas ruas, em documentos, no comércio, tudo é escrita e para interpretá-la precisa-se da leitura.
Trabalhar esse TP não foi tão complicado assim. Posto da Mata e o sul da Bahia é uma região muito rica em tradições culturais. Achei o Avançando na
Prática da página 41 superinteressante.
Na época, estávamos festejando o padroeiro da cidade: São Benedito, conhecido até mesmo pelos cristãos protestantes. Resolvi levá-lo à sala de aula por meio da Festa de São Benedito, história e um clip com imagens da festa foram passados aos alunos. Conversamos, trocamos idéias, ouvimos e em um determinado ponto da conversa eu entrei com a atividade.
Pedi que fizessem um texto bem extrovertido chamando a atenção para que as pessoas tivessem a curiosidade de saber mais sobre o santo.
O resultado foi partilhado e colado nos cadernos. Deixei o gênero a critério de cada um.
Abaixo estão dois trabalhos de alunos.

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Aluno: Matheuws - 6º ano

"Um escravo?
Um louco?
Não! Um santo
.
Conheça a história de São Benedito"

Convite
Aluna: Mayara - 6° ano

"Venha conhecer a história de São Benedito, você vai gostar.
Ele te espera na festa de São Benedito em Posto da Mata, Bahia"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

TP 1 Linguagem e Cultura

Nesse primeiro Caderno de Teoria e Prática, trabalhamos as variantes linguísticas.
Já na primeira secção, tivemos contato com a crônica "Retrato de Velho" de Carlos Drummond de Andrade, meu companheiro de viagem, pois sempre que eu viajava, carregava na bolsa um livro do crônista. Enfim, o texto traz um personagem velhom de liguagem antiga, rabugento e desconfiado.
Resolvi levar o texto e as discussões feitas com os colegas gestaleiro até a sala de aula. Me interessou o Avançando na Prática da página 17.

Retrato de velho


Tem horror a criança. Solenemente,faz queixa do bisneto, que lhe sumiu com a palha de cigarro, para vingar-se de seus ralhos intempestivos. Menino é bicho ruim, comenta. Ao chegar a avô, era terno e até meloso, mas a idade o torna coriáceo.


No trocar de roupa, atira no chão as peças usadas. Alguém as recolhe à cesta, paralavar. Ele suspeita que pretendem subtraí-las, vai à cesta, vasculha,retira o que é seu, lava-o, passa- o. Mal, naturalmente.


– Da próxima vez que ele vier, diz a nora, terei de fechar o registro, para evitar que ele desperdice água.


Espanta-se com os direitos concedidos às empregadas. Onde já se viu? Isso aqui é oparaíso das criadas. A patroa acorda cedo para despertar a cozinheira. Ele se levantamais cedo ainda, e vai acordar a dona de casa:


– Acorda, sua mandriona, o dia já clareou!


As empregadas reagem contra a tirania, despedem-se. E sem empregadas, sua presençaainda é mais terrível.


As netas adolescentes recebem amigos. Um deles, o pintor, foi acometido de malsúbito e teve de deitar-se na cama de uma das garotas. Indignação: Que pouca-vergonhaé essa? Esse bandalho aí conspurcando o leito de uma virgem? Ou quem sabe se nem émais virgem?


– Vovô, o senhor é um monstro!


E é um custo impedir que ele escaramuce o doente para fora de casa.


- A senhora deixa suas filhas irem ao baile sozinhas com rapazes? Diga, a senhora deixa?


– Não vão sozinhas, vão com os rapazes.


– Pior ainda! Muito pior! A obrigação dos pais é acompanhar as filhas a tudoquanto é festa.


– Papai, a gente nem pode entrar lá com as meninas. É coisa de brotos.


– É, não é? Pois me dá depressa o chapéu para eu ir lá dizer poucas e boas!


Não se sabe o que fazer dele. Que fim se pode dar a velhos implicantes? O jeito éguardá-lo por três meses e deixá-lo ir para outra casa, brigado. Mais três meses, e nova mudança, nas mesmas condições. O velho é duro:


– Vocês me deixam esbodegado, vocês são insuportáveis! – queixa-se ao sair.Mas volta.


– Descobri que paciência é uma forma de amor – diz-me uma dasfilhas, sorrindo.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Retrato de velho. In A bolsa & a vida. Rio de Janeiro, 1962. p. 207-209.

Com cópias da crônica de Drummond em mãos, os alunos fizeram uma leitura silenciosa primeiramente. Logo após, reli com eles o texto em voz alta e imaginamos as características dos personagens: o velho, as netas adolescentes, as empregadas... Mais interessante foi ver os alunos já encenando as expressões do velho, os gestos, sem falar que eles adoram teatro.
A partir daí, dividi os alunos em três grupos e pedi que ensaiassem a leitura utilizando do que discutimos antes sobre as caracterísiticas dos personagens.
Procurei fazer essa atividade em duas aulas, com mais tempo então, os alunos trabalharam a oralidade, expressão e leitura.
Após ensaiados, cada grupo fez a leitura utilizando-se de várias formas para identificar os personagens!
Foi uma aula super proveitosa e prazerosa!